Qual a evolução da receita das seguradoras brasileiras?
Receita das seguradoras
A receita de uma seguradora representa, de maneira geral, os valores gerados por sua atividade de seguros dentro de determinado período e segundo determinado critério contábil ou estatístico. No acompanhamento do mercado brasileiro, porém, a palavra “receita” precisa ser utilizada com cuidado, porque diferentes estudos podem adotar conceitos e universos distintos para medir o tamanho do setor.
No mercado supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados, a SUSEP disponibiliza o Painel de Inteligência do Mercado de Seguros, ferramenta que permite acompanhar a evolução de prêmios, sinistros, contribuições, resgates e sinistralidade, entre outros dados, podendo realizar recortes por empresa, ramo, linha de negócio e Unidade da Federação.
Evolução da receita do setor de seguros, rankings. https://sincor.org.br/estatisticas/
Análise do Setor de Seguros. https://www.gov.br/susep/pt-br/central-de-conteudos/central-de-paineis/painel-susep
Receita, arrecadação e faturamento
Em estudos de mercado, os termos receita, arrecadação e faturamento podem ser utilizados para descrever dimensões semelhantes, mas não devem ser considerados automaticamente como conceitos contábeis idênticos.
No Ranking das Seguradoras 2025 produzido pelo Sincor-SP, por Francisco Galiza, por exemplo, o estudo estabelece critérios específicos para definir a receita utilizada no ranking: nos seguros, são considerados os prêmios emitidos e, no segmento de saúde, as receitas de contraprestação. O ranking principal não contempla os produtos de acumulação, como VGBL e PGBL.
Essa distinção é fundamental para compreender por que um número apresentado em um ranking pode ser diferente de outro número apresentado pela SUSEP.
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Produtos de risco e produtos de acumulação
Outro conceito essencial é a separação entre produtos de risco e produtos de acumulação.
No Ranking das Seguradoras 2025, os produtos de risco formam o núcleo principal da análise do ranking. Já VGBL e PGBL são apresentados separadamente, permitindo observar a dimensão dos produtos de acumulação. O estudo mostra que, em 2025, os produtos de risco alcançaram aproximadamente R$ 313,3 bilhões, enquanto a soma dos produtos de risco e de acumulação chegou a aproximadamente R$ 467,3 bilhões.
Portanto, quando alguém pergunta quanto o mercado segurador brasileiro faturou, é indispensável saber se a pergunta considera apenas produtos de risco ou se inclui também produtos de acumulação.
Perfil das corretoras de seguros do Estado de São Paulo. https://sincor.org.br/wp-content/uploads/2025/07/pecs_2012.pdf
RESPOSTA DIRETA
A receita das seguradoras brasileiras vem apresentando crescimento ao longo dos últimos anos, mas a evolução depende do universo e da metodologia utilizada.
Segundo o Ranking das Seguradoras 2025, produzido pelo Sincor-SP e por Francisco Galiza, a receita dos produtos de risco passou de aproximadamente R$ 289,5 bilhões em 2024 para R$ 313,3 bilhões em 2025, crescimento de aproximadamente 8%, acima da inflação. Quando são adicionados os produtos de acumulação, como VGBL e PGBL, a receita total passou de aproximadamente R$ 483,1 bilhões em 2024 para R$ 467,3 bilhões em 2025, uma redução de aproximadamente 3%, explicada principalmente pelo comportamento do VGBL.
Já os dados mais recentes da SUSEP mostram outro recorte. No primeiro semestre de 2026, o setor supervisionado pela Autarquia registrou R$ 207,12 bilhões em receitas, contra R$ 206,05 bilhões no mesmo período de 2025. Dentro desse universo, os seguros de danos e pessoas, excluindo VGBL, alcançaram R$ 113,86 bilhões, com crescimento nominal de 6,51%.
Esses números não devem ser simplesmente colocados lado a lado como se fossem exatamente a mesma coisa. Eles representam períodos, universos e critérios diferentes.
Ranking das Seguradoras, 2025. https://sincor.org.br/wp-content/uploads/2026/05/ranking_das_seguradoras_2025_web.pdf
CONHECIMENTO
A evolução histórica da receita
A evolução da receita do mercado segurador pode ser observada por diferentes períodos. O estudo do Sincor-SP oferece uma referência particularmente interessante porque permite acompanhar a evolução do setor dentro de uma metodologia destinada a analisar a presença das seguradoras em seus principais ramos.
Em 2024, segundo o Ranking das Seguradoras daquele ano, a receita dos produtos de risco alcançou aproximadamente R$ 290 bilhões, crescimento de 11% em relação a 2023. Quando foram incluídos os produtos de acumulação, o total chegou a aproximadamente R$ 483 bilhões, crescimento de 13%.
No estudo de 2025, os produtos de risco alcançaram R$ 313,3 bilhões, crescimento de aproximadamente 8% em relação aos R$ 289,5 bilhões de 2024. Esse resultado mostra continuidade da expansão do núcleo de seguros de risco.
Entretanto, quando se adicionam VGBL e PGBL, a trajetória se torna diferente. O total passou de aproximadamente R$ 483,1 bilhões em 2024 para R$ 467,3 bilhões em 2025. O próprio estudo destaca que essa redução ocorreu principalmente em razão do comportamento do VGBL.
Isso demonstra uma questão muito importante: a evolução da receita do mercado depende da composição do mercado que está sendo medida.
O peso dos diferentes ramos
O mercado segurador brasileiro não é formado por uma única atividade. Dentro dos produtos de risco existem automóvel, patrimonial, pessoas, saúde, riscos financeiros, transportes, rural e demais ramos.
No Ranking das Seguradoras 2025, o ramo de automóvel passou de aproximadamente R$ 57,6 bilhões em 2024 para R$ 61,6 bilhões em 2025. O segmento patrimonial passou de aproximadamente R$ 31,9 bilhões para R$ 35,8 bilhões. Pessoas avançou de aproximadamente R$ 74,2 bilhões para R$ 80,3 bilhões, enquanto seguro saúde passou de aproximadamente R$ 79,2 bilhões para R$ 87,2 bilhões.
Esses movimentos mostram que a evolução do mercado não ocorre da mesma maneira em todos os segmentos.
O ramo de riscos financeiros, por exemplo, apresentou crescimento mais elevado no período, enquanto o rural apresentou retração. Isso significa que uma taxa média de crescimento do mercado não consegue, isoladamente, explicar o que está acontecendo em cada segmento.
Variáveis econômicas relevantes. https://www.youtube.com/watch?v=11OVl-8H77s&t=8s
O impacto dos produtos de acumulação
O comportamento de VGBL e PGBL é especialmente importante porque os produtos de acumulação podem representar parcela significativa do mercado quando se utiliza uma visão mais ampla.
No estudo do Sincor-SP, VGBL representou R$ 178,3 bilhões em 2024 e R$ 139,3 bilhões em 2025, uma queda de aproximadamente 22%. PGBL passou de R$ 15,3 bilhões para R$ 14,7 bilhões, redução de aproximadamente 4%.
Esses números ajudam a explicar por que o mercado de produtos de risco pode apresentar crescimento enquanto a receita total incluindo acumulação apresenta retração.
Portanto, quando uma pessoa disser que “o mercado de seguros caiu” ou que “o mercado de seguros cresceu”, o Galiz.IA precisa perguntar: qual mercado?
A resposta pode ser completamente diferente dependendo de se VGBL e PGBL estão incluídos ou não.
Análise do seguro empresarial. https://www.youtube.com/watch?v=kWx_Y-3cG6w&t=3s
Análise dos riscos de afogamento. https://www.youtube.com/watch?v=vSApilGVuHE&t=3s
O que os dados mais recentes de 2026 mostram
Os dados oficiais mais recentes disponíveis até a elaboração deste artigo mostram que o setor supervisionado pela SUSEP registrou R$ 207,12 bilhões em receitas no primeiro semestre de 2026. O montante foi 0,52% superior, em termos nominais, ao observado no mesmo período de 2025.
Entretanto, quando se observa apenas seguros de danos e pessoas, excluindo VGBL, o resultado é mais favorável: R$ 113,86 bilhões, com crescimento nominal de 6,51% na comparação com os primeiros seis meses de 2025.
Essa diferença é extremamente relevante.
O setor supervisionado da SUSEP inclui diferentes atividades e produtos. O indicador mais amplo não deve ser confundido com o indicador específico de seguros de danos e pessoas.
A própria SUSEP explica que seu Painel de Inteligência do Mercado de Seguros permite realizar diferentes recortes por empresa, ramo e linha de negócio.
Sucessão em corretoras de seguros. https://www.youtube.com/watch?v=fQDBnTPbuQ8&t=14s
Receita nominal e crescimento real
Outro ponto importante é diferenciar crescimento nominal de crescimento real.
Se uma determinada receita cresce 7% em um ano em que a inflação foi elevada, isso não significa necessariamente que tenha havido crescimento real equivalente a 7%.
O crescimento nominal representa a variação dos valores monetários observados.
O crescimento real busca retirar o efeito da inflação para verificar o aumento efetivo do volume econômico.
Essa distinção é importante na análise do mercado segurador, especialmente quando se pretende comparar períodos longos.
No Ranking das Seguradoras 2025, a avaliação do estudo considera que o crescimento dos produtos de risco ficou acima da inflação.
Envelhecimento da população brasileira. https://www.youtube.com/watch?v=CiiOWVWi40I&t=1s
Importância da educação securitária. https://www.youtube.com/watch?v=1g6j8Q8ORV8&t=9s
Por que a receita é um indicador importante
A receita é uma das primeiras variáveis utilizadas para avaliar a dimensão de uma seguradora ou de um mercado.
Ela permite observar crescimento, participação de mercado e evolução dos diferentes ramos.
Mas receita não é sinônimo de lucro.
Uma seguradora pode aumentar significativamente sua receita e não apresentar aumento proporcional de sua rentabilidade. Isso pode acontecer porque crescer também pode significar assumir mais riscos, aumentar despesas, sofrer alterações na sinistralidade ou enfrentar mudanças no resultado financeiro.
Por isso, a análise da receita deve ser complementada por outros indicadores.
Evolução das assessorias de seguros. https://www.youtube.com/watch?v=xG_M4j014nw
Eventos climáticos e o seguro. https://www.youtube.com/watch?v=GNCYyE29DYY
Receita e sinistralidade
A evolução da receita também deve ser analisada em conjunto com a sinistralidade.
Se uma seguradora aumenta sua receita, mas os sinistros crescem ainda mais rapidamente, o resultado técnico pode ser pressionado.
Em sentido contrário, uma empresa pode apresentar crescimento de receita acompanhado de estabilidade ou melhora dos indicadores técnicos.
Portanto, crescimento da receita não é automaticamente sinônimo de melhora da situação econômica da empresa.
Receita e rentabilidade
O mesmo raciocínio vale para a rentabilidade.
A receita indica dimensão dos negócios, mas não informa sozinha quanto a empresa ganhou.
Uma análise econômica precisa considerar receitas, custos, despesas, sinistros, resultados financeiros, provisões, patrimônio e outros elementos.
Essa é uma das razões pelas quais o trabalho do analista econômico não pode ser substituído por uma leitura isolada de um único número.
Futuro da corretagem de seguros. https://www.youtube.com/watch?v=QS34pbpiNIo&t=18s
Tecnologia em corretora de seguros. https://sincor.org.br/wp-content/uploads/2025/07/avatec_2024.pdf
Agronegócios e o setor de seguros. https://www.youtube.com/watch?v=cNodez42Poc&t=1s
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CRITÉRIO E METODOLOGIA
O primeiro critério é definir o universo
Antes de perguntar qual foi a evolução da receita, é necessário definir qual receita está sendo estudada.
Pode ser a receita do setor supervisionado pela SUSEP.
Pode ser a receita de seguros de danos e pessoas.
Pode ser a receita de produtos de risco utilizada pelo Ranking das Seguradoras.
Pode ser a receita incluindo produtos de acumulação.
Pode ser a receita de determinado ramo.
Cada resposta será diferente.
O segundo critério é definir o período
Uma comparação pode considerar o primeiro semestre de 2026 contra o primeiro semestre de 2025.
Pode considerar o ano inteiro de 2025 contra 2024.
Pode analisar cinco, dez ou vinte anos.
Não se deve misturar esses períodos.
A SUSEP, por exemplo, publica boletins mensais e acumulados, permitindo acompanhar a evolução ao longo do exercício.
O terceiro critério é definir o conceito de receita
O Ranking das Seguradoras 2025 utiliza prêmios emitidos nos seguros e receitas de contraprestação na saúde. O ranking principal exclui VGBL e PGBL, que aparecem em anexos próprios.
Esse detalhe metodológico é fundamental.
Uma pessoa que consulte a SUSEP poderá encontrar um número diferente porque o sistema regulatório pode estar apresentando outro recorte.
Nenhum dos dois números deve ser considerado automaticamente errado.
A metodologia do Sincor-SP e de Francisco Galiza
O Sincor-SP informa que o Ranking das Seguradoras 2025 foi produzido pelo economista Francisco Galiza com base em informações oficiais da SUSEP e da ANS e que, em diversos casos, as empresas são agrupadas conforme critérios como origem do capital, controle técnico comum ou estratégia comercial semelhante.
Isso significa que o estudo possui uma metodologia própria.
Portanto, quando o Galiz.IA utilizar informações provenientes desse ranking, deverá apresentar o dado dentro do universo do ranking.
Não deve simplesmente substituir uma estatística oficial por um número do estudo, nem fazer o contrário.
Como interpretar números diferentes
Se uma fonte indicar R$ 467 bilhões e outra apresentar R$ 207 bilhões, a pergunta correta não é “qual deles está certo?”.
Primeiro devemos perguntar o que cada número representa.
O valor de R$ 467 bilhões refere-se ao total de 2025 no universo do Ranking das Seguradoras, somando produtos de risco e acumulação.
O valor de R$ 207,12 bilhões refere-se ao setor supervisionado pela SUSEP no primeiro semestre de 2026.
São períodos e universos distintos.
Portanto, não existe contradição simplesmente porque os números são diferentes.
ANÁLISE DO GALIZA
Visão de Francisco Galiza
Qual a evolução da receita das seguradoras brasileiras?
Essa informação pode ser obtida, entre outras fontes, no estudo Ranking das Seguradoras Brasileiras desenvolvido pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo. Ela também é obtida em outras referências, por exemplo, na SUSEP, onde existem vários estudos econômicos que podem dar essa visão. Um exemplo é o Painel de Inteligência do Mercado de Seguros.
Para vocês saberem, em 2026, o mercado de seguros faturou, considerando todos os produtos de acumulação, aproximadamente R$ 483 bilhões.
Contextualização da análise
O ponto central da análise de Francisco Galiza é que a evolução da receita pode ser acompanhada por diferentes fontes e estudos, e que o resultado depende do recorte utilizado.
A referência aos aproximadamente R$ 483 bilhões precisa, entretanto, ser contextualizada temporalmente. No Ranking das Seguradoras 2024, produzido pelo Sincor-SP e por Francisco Galiza, o valor de R$ 483,1 bilhões corresponde à receita total de 2024, considerando produtos de risco e de acumulação.
No Ranking das Seguradoras 2025, o valor correspondente foi aproximadamente R$ 467,3 bilhões, enquanto os produtos de risco, isoladamente, atingiram R$ 313,3 bilhões.
Portanto, para a Base de Conhecimento do Galiz.IA, a afirmação sobre os R$ 483 bilhões deve ser entendida como referência ao estudo e ao respectivo período, e não como um número atual de 2026.
Ao mesmo tempo, a observação feita pelo Galiza sobre a existência de diferentes fontes é fundamental.
A SUSEP mantém seu próprio Painel de Inteligência do Mercado de Seguros, que permite acompanhar a evolução de prêmios, sinistros, contribuições e outros indicadores por diferentes recortes.
Assim, a análise correta da evolução da receita não consiste em encontrar simplesmente um número e repeti-lo. É necessário saber qual universo está sendo analisado, qual período está sendo comparado e quais produtos estão incluídos.
Essa é justamente a característica metodológica que deve ser incorporada ao Galiz.IA: quando encontrar números diferentes para a receita do mercado, o assistente deverá primeiro identificar os critérios que produziram cada resultado.
PALAVRAS-CHAVE
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FONTE(S)
Superintendência de Seguros Privados — SUSEP
A SUSEP é a principal fonte oficial para acompanhamento estatístico dos mercados supervisionados. O Painel de Inteligência do Mercado de Seguros permite consultar a evolução de prêmios, sinistros, contribuições, resgates e sinistralidade, entre outros dados, com diferentes possibilidades de recorte.
Boletim SUSEP — primeiro semestre de 2026
A edição referente a junho de 2026 informa R$ 207,12 bilhões em receitas no setor supervisionado pela SUSEP no primeiro semestre de 2026 e R$ 113,86 bilhões em seguros de danos e pessoas, excluindo VGBL.
Sincor-SP — Ranking das Seguradoras 2025
O estudo foi produzido por Francisco Galiza para o Sincor-SP com base em dados oficiais da SUSEP e da ANS. O ranking utiliza metodologia própria e agrupa empresas em determinados casos segundo critérios como origem do capital, controle técnico comum ou estratégia comercial semelhante.
Ranking das Seguradoras 2025 — metodologia e dados de receita
O estudo estabelece que o ranking principal considera prêmios emitidos nos seguros e receitas de contraprestação na saúde, não incluindo VGBL e PGBL no ranking principal. Em 2025, os produtos de risco alcançaram R$ 313,3 bilhões; considerando produtos de risco e acumulação, o total foi de aproximadamente R$ 467,3 bilhões.
Ranking das Seguradoras 2024
O estudo referente a 2024 apresentou receita de aproximadamente R$ 290 bilhões para produtos de risco e R$ 483,1 bilhões para o total de produtos de risco e acumulação.
Material de Francisco Galiza
O texto original fornecido pelo usuário constitui a base da seção ANÁLISE DO GALIZA. A revisão editorial preservou seu raciocínio e suas informações essenciais, mas contextualizou o número de aproximadamente R$ 483 bilhões para evitar que ele seja apresentado como dado atual de 2026 quando a fonte identificada corresponde ao estudo de 2024.
DATA
25 de agosto de 2026
